Campus Jundiaí
Curso: PROCESSOS GERENCIAIS
Disciplina: Gerenciamento
de Serviços
Prof.
Me. Adm. Givaldo Guilherme
Site: www.g2mc.com.br
E-mail:
guilherme@g2mix.com.br
Contato: (19) 98297 8888
Jundiaí, 2015
CURSO: SUPERIOR DE TECNOLOGIA PROCESSOS
GERENCIAIS
DISCIPLINA:
GERENCIAMENTO DE SERVIÇOS
Prof. Me. Adm. Givaldo Guilherme
Carga
Horária Semanal: 3 horas Carga Horária Semestral: 60 horas Objetivos Utilizar
modelos de gestão e desenvolvimento voltados para o segmento de prestação de
serviços em empresas de pequeno e médio porte.
Ementas
Gestão dos recursos tecnológicos, humanos e financeiros em prestação de
serviços, marketing de serviços e fidelização de clientes. Planejamento,
organização e controle no gerenciamento dos sistemas da qualidade, promoção,
vendas e pós-vendas, negociações, desenvolvimento da cadeia de suprimentos,
distribuição e logística.
Conteúdo Programático
1. Conceitos e fundamentos dos modelos de
gestão/prestação de serviços.
2.
Planejamento, organização e controle. • Recursos; • Políticas Empresariais.
3.
Marketing de Serviços: • Promoção, vendas e pós-vendas de serviços; •
Desenvolvimento da cadeia de suprimentos; • Distribuição e logística; •
Fidelização da carteira de clientes.
4. Indicadores da qualidade. Estratégias de
Ensino O curso contará com equilíbrio teórico – prático por meio de exposições
e discussão de casos práticos, utilizando: • Aulas expositivas • Aulas
reflexivas com análise de casos • Dinâmica de grupos • Seminários • Vídeos •
Debates Será sempre indicada à bibliografia básica e específica necessária ao
acompanhamento do curso e orientação do aluno na vida acadêmica e profissional.
A
exposição será feita por meio de colocação dos pontos a serem discutidos de
forma esquemática, seguida de apresentação por parte do professor. Para todas
as exposições e para todos os pontos deverão ser utilizadas apresentações de
casos práticos. Estratégias de Avaliação Duas provas teóricas / práticas
bimestrais e trabalhos individuais ou em grupo, mais o projeto PIM, sempre
envolvendo os assuntos voltados à gestão das organizações, sendo que a média do
semestre será constituída por 40% da nota da P1, 40% da nota da P2 e 20 % da nota
do PIM.
Bibliografia
Básica (títulos, periódicos, etc.) GRONROOS, Christian. Marketing:
Gerenciamento e serviços. 3ª ed. Rio de Janeiro: Campus, 2009. HOFFMAN, K
Douglas. Princípios de marketing de serviços – conceitos. São Paulo: Cetange,
2009. SARQUIS, Alessio Bessa. Estratégias de marketing para serviços. São
Paulo: Atlas, 2009. Bibliografia Complementar (títulos, periódicos, etc.)
KUAZAQUI, Edmir; TNAKA, Luiz Carlos Takeshi. Marketing e gestão estratégica
para serviços. Rio de Janeiro: Thomson Pioneira, 2007. MOREIRA, Júlio Cesar
Tavares. Serviços de marketing. São Paulo: Saraiva 2008.
Material exclusivo extraído do conteúdo virtual UNIP.
MÓDULO
1
RESUMO
Os diversos setores de
serviços constituem, certamente, a parte da economia das nações que mais se
desenvolve atualmente no mundo. Na maioria dos países, o setor dos serviços na
economia é muito diversificado, incluindo uma ampla gama de atividades
diferentes, variando desde empreendimentos gigantescos que operam a nível
global até pequenas empresas que atendem a uma única cidade ou bairro. A
classificação dos serviços se caracteriza pelo agrupamento por ramo de
atividades, variando o grau de tangibilidade e intangibilidade, destinatário
direto dos processos de serviço, tempo e lugar da entrega do serviço e o grau
de personalização e padronização.
Conceito
de serviço e suas características
Os diversos setores de serviços constituem,
certamente, a parte da economia das nações que mais se desenvolve atualmente no
mundo, atuando em segmentos tradicionais, como segurança e limpeza, e em
segmentos que cresceram recentemente, como turismo, envolvendo empresas aéreas,
de receptivo, hotéis e estruturas de lazer, desenvolvimento de softwares,
corretoras de títulos e valores mobiliários, serviços bancários, assistência
médica e outros. Segundo Lovelock e Wright (2006, p. 5), os serviços constituem
o grosso da economia de hoje, não só no Brasil, onde respondem por 56,7% do
Produto Interno Bruto (PIB), mas também no mundo. Em 2000, 64% da riqueza
mundial foram gerados pelas instituições financeiras operadoras de telefonia,
provedores de Internet e todas as formas de comércio, entre outras atividades
que fazem parte da categoria de serviços. O setor responde pela maior parte de
crescimento dos novos empregos – no Brasil, são mais de 34 milhões de pessoas
empregadas. Na maioria dos países, o setor dos serviços na economia é muito
diversificado, incluindo uma ampla gama de atividades diferentes, variando
desde empreendimentos gigantescos que operam a nível global até pequenas empresas
que atendem a uma única cidade ou bairro.
O porte das empresas de
serviços varia desde grandes corporações internacionais como companhias aéreas,
bancos, seguradoras, empresas de telecomunicações, cadeias de hotéis,
transportadoras, fast food, entretenimento, até pequenas empresas de
propriedade e administração local, que incluem restaurantes, lavandeiras,
táxis, médicos, dentistas e variados serviços específicos. Existe também uma
fração de serviços oculta em muitas grandes corporações que são classificadas
pelas estatísticas governamentais como atividade industrial, agricultura e
extração de recursos naturais. Os governos e organizações sem fins lucrativos
também estão no ramo da prestação de serviços. Variando muito de um país para o
outro, em função de tradição e dos valores políticos.
Em muitos países,
universidades, creches, hospitais e museus são de propriedade pública ou operam
em uma base não lucrativa, mas também existem versões lucrativas de cada um
desses tipos de instituição.
Por essa razão, é importante
o estudo e a compreensão sobre os conceitos de serviços, no qual se observa a
interação entre clientes e fornecedores, as características e a natureza dos
serviços enfatizando que são intangíveis – ou seja, são apenas percebidos pelos
clientes, pois não podem ser tocados por eles – baseados em atividades e,
muitas vezes, produzidos e consumidos simultaneamente, tendo os clientes como
participantes do processo de produção dos serviços.
A classificação dos serviços se caracteriza
pelo agrupamento por ramo de atividades, variando o grau de tangibilidade e intangibilidade,
destinatário direto dos processos de serviço, tempo e lugar da entrega do
serviço e o grau de personalização e padronização. Nas categorias de processos
de serviços, pode-se observar o envolvimento com pessoas, bens, estímulos
mentais e informações.
Conceitos
de Serviços
O termo serviço possuiu
diversos conceitos e significados, dependendo da situação, perspectiva o objeto
de cada autor. Para Clark e Johnston (2002, p. 65), o conceito de serviços na
perspectiva organizacional é “o modo como à organização gostaria de ter seus
serviços percebidos por seus clientes, funcionários, acionistas e
financiadores”, ou seja, é a proposição do negócios. Na perspectiva do cliente
é “o modo pelo qual o cliente percebe os serviços da organização (CLARK;
JOHNSTON, 2002, P.65)”. Note que os diversos conceitos induzem para que as
empresas devam reforçar o relacionamento interagindo mais com seus clientes e
fornecedores, sempre com foco na eficiência e eficácia de seus serviços,
proporcionando benefícios e satisfação.
Para Gronroos (1995), na
maioria dos serviços, podem ser identificadas quatro características básicas: Serviços são intangíveis – serviço é
intangível, não e possível tocar numa limpeza, num atendimento médico. Um
serviço é normalmente percebido de maneira subjetiva, descrito muitas vezes
pelos clientes, como confiança, tato e segurança.
Serviços são atividades ou uma série de
atividades – as atividades são produzidas e, por essa razão não são coisas,
produtos ou bens. As peças de teatro e os filmes são produzidos para
entretenimento, gerando uma satisfação pessoal.
Serviço é produzido e
consumido simultaneamente – o serviço de vigilância ocorre quando um vigia ou
alguém monitora uma área física ou uma pessoa. Assim, o serviço começa a ser
prestado quando o monitoramento inicia-se e é concluído ao final dele. Como é
possível a perceber, a prestação de cada serviço é produzida mo momento em que
é consumida. Por isso não é possível manter serviços em estoque.
O cliente participa do
processo de produção – o cliente não é apenas um receptor dos serviços, ele
efetivamente participa como um recurso do processo de produção. O serviço
prestado pela cabeleireira inicia-se com o pedido da cliente: o estilo a ser
cortado, se vai pintar ou não o cabelo. O mesmo acontece na maioria dos
serviços, havendo ainda a avaliação de cada detalhe durante o desenvolvimento
do mesmo.
MÓDULO
2
RESUMO
Podemos admitir que a distinção entre produtos
e serviços nem sempre é perfeitamente clara. Na verdade, é difícil, se não
impossível, fornecer um exemplo de um produto puro ou de um serviço puro. Um
produto puro implicaria que os benefícios recebidos pelo cliente não
contivessem elementos fornecidos por serviço. Da mesma forma, um serviço puro
não conteria bens tangíveis. Na verdade, muitos serviços contêm pelo menos
alguns elementos de produtos tangíveis, como o cardápio de um restaurante, o
extrato bancário ou a política de uma companhia de seguros. Além disso, a
maioria dos produtos inclui pelo menos o serviço de entrega. Por exemplo, o sal
de cozinha é entregue à mercearia; ao vendê-lo, ela pode oferecer métodos
inovadores de faturamento que a diferenciem das concorrentes. As principais
características de diferenciação entre produtos e serviços são Intangibilidade,
inseparabilidade, heterogeneidade e perecibilidade. Hoje em dia, os serviços tem
muita importância no cenário econômico, principalmente quanto trata da relação
com os clientes, por isso é necessário cada vez mais ter serviços adequados e
de qualidade.
Características
de produtos versus características de serviços
Produto, segundo Urdan e Urdan (2006), é um
objeto concreto que satisfaz as necessidades e desejos dos consumidores. Para
Hoffman e Bateson (2003, p.20), as diferenças específicas entre bem e serviço
estão baseados em quatro características:
Intangibilidade – Os serviços são desempenhos,
ações e esforços. Como resultado, eles não podem ser vistos, sentidos,
degustados ou tocados da mesma forma que os bens tangíveis.
Inseparabilidade – refere-se à conexão física
de quem está promovendo os serviços, com o serviço prestado, o envolvimento do
cliente no processo de produção do serviço, e o envolvimento de outros
fornecedores.
Ao contratar uma empresa
para lavagem de vidros, por exemplo, é necessário que um fornecedor de serviços
realize o trabalho. Da mesma forma, se uma pessoa tiver necessidade de fazer
uma prótese dentária exigirá a presença do dentista para a colocação da prótese
e do protético para a confecção.
Heterogeneidade –
características peculiar dos serviços que reflete a variação de consistência de
uma transação de serviço para a seguinte. Uma das diferenças mais frequentes
entre bens e serviços é a falta de capacidade para controlar a qualidade de
serviço antes que ele chegue ao cliente. Por exemplo, se em uma pizzaria alguma
coisa sair errada, como a pizza vir queimada, com menos recheio ou, para
complicar mais, o cliente ser pessimamente atendido pelo garçom, o proprietário
do estabelecimento não pode simplesmente pedir que o cliente sais da pizzaria e
entre novamente começando tudo outra vez.
Perecibilidade – refere-se ao fato que
serviços não podem ser estocados. Ao contrário de bens, que podem ser
armazenados e vendidos depois, os serviços que não são vendidos quando
disponível deixam de existir. Cabines, em navios de turismo, não vendidas no
inverno, por exemplo, não podem ser somadas e guardadas para serem vendidas no
verão, quando a procura é muito grande e a ocupação é quase 100%. Qualidade em
serviços Pelo que se pode observar nas tendências da moderna gerência, o
cliente é o foco de todo o esforço de uma organização; não é para menos, dele
depende a sobrevivência da instituição, nele a mesma buscará motivação para
satisfazê-lo da melhor forma. É justamente essa melhor forma que chamamos de
qualidade.
Se a instituição que presta
serviço ao público, não atentar para as variáveis que determinam a preferência
deste, dificilmente sairá da estagnação ou permanecerá por muito tempo no
mercado, pois pior que um cliente mal atendido é um concorrente que sabe disso
e faz uso. Da mesma forma, se a qualidade em qualquer organização deve está
presente, numa prestadora de serviço ela deve ser visceral. Atender bem ao
cliente é garantia de lucratividade, novos clientes, confiabilidade,
competitividade, eficiência, profissionalismo e sobre tudo respeito ao
consumidor. Imagine agora o inverso de cada um desses aspectos. Parece absurdo,
mas ainda existem empresas que andam na contramão da qualidade, subestimam e
desmerecem sua clientela. Ë é justamente nesse aspecto que percebemos a arena
que se tornou o mercado, principalmente no que tange a conquista de clientes
através da qualidade, pois no final dessa disputa identificamos seus três
participantes: uma empresa anacrônica eliminada, um concorrente aniquilador de
empresas desse tipo e um cliente sensivelmente agradecido.
DEFINIÇÃO
Seguramente já nos
defrontamos com inúmeras definições de qualidade. Em síntese todas convergem
para a valorização do cliente, através de sua satisfação com o produto ou
serviço que utilizar e que estes para isso devam constituísse de todas as
características desejáveis por esse cliente, características essas por sua vez,
capazes de serem instituídas pela empresa.
Descobriu-se que a qualidade
pode fazer a diferença, conquistar o cliente, garantir lucros e permanência no
mercado. De tal sorte a qualidade da maneira como a conhecemos aliada aos
serviços constitui-se numa ferramenta capaz de realmente fazer a empresa se
destacar em seu mercado de atuação.
Segundo Phillip Kotler,
assim define-se serviços: Serviço é qualquer ato ou desempenho que uma parte
pode oferecer a outra e que seja essencialmente intangível e não resulte na
propriedade de nada. Sua produção pode ou não está vinculada a um produto
físico. (KOTLER. 1998. p.412).
A qualidade em serviços
segundo Luiz Henrique Corrêa e Irineu Goianésia, pode ser definida da seguinte
forma: Qualidade em serviços pode ser definida como o grau em que as
expectativas do cliente são atendidas, excedidas por sua percepção do serviço
prestado. (CORRÊA& GIANESI. 1994).
Dimensões e desdobramento da
qualidade O controle da qualidade tem sido implementado em diversas
organizações brasileiras para ajudar na busca da qualidade de produtos,
serviços e processos já existentes. Entretanto, para que o conceito de TQC seja
integralmente 5 operacionalizado é necessário introduzir o controle da
qualidade no processo desde uma etapa de Planejamento da Qualidade, envolvendo
o desenvolvimento tanto de produtos e serviços como da organização de forma
geral. Somente deste modo à empresa poderá conquistar um patamar de Garantia de
Qualidade de todos os seus produtos e serviços.
O TQC significa “Total
Quality Control” é um sistema de gestão, que compreende três fatores: Condução de Controle de Qualidade Participação Global Condução do Controle da Qualidade de forma
integrada satisfazendo o cliente. Objetivo principal de uma empresa é
satisfação das necessidades das pessoas: consumidores [através qualidade],
empregados [através crescimento do ser humano], acionistas [através
produtividade, e vizinhos [através contribuição social]. Este pode ser atingido
pela prática do Controle da Qualidade Total [Total Quality Control - TQC].
TQC é o controle exercido
por todas as pessoas para a satisfação das necessidades de todas as pessoas.
Conceito do TQC é formado de seguintes tópicos:
1. Orientação pelo cliente: Produzir e
fornecer serviços e produtos que sejam definitivamente requisitados pelo
consumidor.
2. Qualidade em primeiro
lugar: Conseguir a sobrevivência através do lucro contínuo pelo domínio da
qualidade.
3. Ações orientadas pôr
prioridades: Identificar o problema mais critico e solucioná-lo pelo mais alta
prioridade.
4. Ação orientada pôr fatos
e dados: Falar, raciocinar e decidir com dados e com base em fatos.
5. Controle de processos: Uma empresa não pode
ser controlada pôr resultados, mas durante o processo. O resultado final é
tardio para se tomar ações corretivas.
6. Controle da dispersão: Observar
cuidadosamente a dispersão dos dados e isolar a causa fundamental da dispersão.
7. Próximo processo é seu
cliente: O cliente é um rei ou uma rainha com quem não se deve discutir mas
satisfazer os desejos desde que razoáveis. Não deixe passar produto/serviço
defeituoso.
8. Controle de monte: A satisfaço do cliente
se baseia exclusivamente em funções a montante. As contribuições a jusante são
pequenas. [Identificar as necessidades verdadeiras dos clientes, assegurar a
qualidade em cada estagio, prevê falhas, preparar padrão técnico, etc.]
9. Ação de bloqueio: Não permita o mesmo
engano ou erro. Não tropece na mesma pedra. Tome ação preventiva de bloqueio
para que o mesmo problema não ocorra outra vez pela mesma causa. [utilizando FEMA- failure mode and effect analysis,
FTA- falt tree analysis, etc]
10. Respeito pelo empregado
como ser humano: Respeitar os empregados como seres humanos independentes.
[padronizar tarefa individual; educar e treinar, delegar tarefas, usar sua
criatividade, fornecer programa de desenvolvimento pessoal, etc.]
11. Comprometimento da alta
direção: Entender a definição da missão da empresa e a visão e estratégia da
alta direção e executar as diretrizes e metas aravas de todas as chefias.
[Publicar definição da missão da empresa, visão e estratégia de alta direção,
diretrizes de longo e médio prazos, metais anuais, etc.] Segundo Campos (1992),
a garantia da qualidade é obtida através do planejamento da qualidade e de
controle da qualidade conduzido por todas as pessoas da empresa.
O desenvolvimento da
qualidade oferecida por uma organização deve refletir os interesses e
necessidades do consumidor. No entanto, há uma dificuldade em traduzir para o
planejamento dos serviços os desejos dos consumidores tais como: café gostoso,
ambiente agradável, serviço cortês, etc., Neste sentido, a metodologia QFD
possui a característica de captar estas necessidades, expectativas e desejos do
consumidor e traduzi-las para todos os processos da organização, de forma a
garantir a qualidade requerida pelo cliente em cada etapa do processo. O QFD é
encarado por alguns especialistas como uma das ferramentas da qualidade, no
entanto esta visão é um tanto restrita.
]O QFD apesar de trazer uma
considerável melhoria da qualidade quando devidamente implementado, é acima de
tudo uma ferramenta de planejamento. E é este o enfoque que o presente trabalho
pretende abordar: a utilização do QFD como uma ferramenta de Planejamento da
Qualidade.
O QFD (Quality Function
Deployment – Desdobramento da Função Qualidade) é uma das ferramentas da
qualidade que foi criada na década de 60 pelo japonês Yoji Akao e que tem como
objetivo principal permitir que a equipe de desenvolvimento do produto
incorpore as reais necessidades do cliente em seus projetos de melhoria.
A primeira indústria a aplicá-lo foi a
Mitsubishi Heavy em 1972. Em 1983 o método chega aos EUA sendo amplamente
divulgado a partir dos anos 80. As pioneiras americanas a adotar o método foram
a Ford e a Xerox. Podemos dizer que o QFD é uma ferramenta que possibilita
“ouvir” a voz do cliente e ordená-la de modo a facilitar a análise de suas necessidades
que são transformadas em requisitos para a melhoria do produto na forma de
especificações técnicas do mesmo.
Na prática, o QFD corresponde a quatro
matrizes onde é feito o planejamento do produto e que costuma ser chamada
genericamente de “casa da qualidade”.
A partir dos requisitos dos consumidores, que
podem ser captados através de pesquisas, reclamações, etc., que geralmente são
coletados na forma de ideias vagas ou conceitos generalizados.
A equipe de projeto traduz
estas ideias ou conceitos em requisitos de projeto que podem ser mensuráveis e,
portanto, transformados em características efetivas do produto (conceitos). A
técnica original desenvolvida por Akao sofreu algumas adaptações ao longo do
tempo, havendo, portanto, algumas variações da matriz QFD, a saber: “QFD das Quatro Fases”, foi criada por Macabe,
Don Clausing e pela American Supplier Institute (EUA); “QFD – Estendido”, criado por Don Clausing a
partir da versão anterior; “QFD das
Quatro Ênfases”, criado por Akao e Mizuno a partir da JUSE (Union of Japanese
Scientists and Engineers); “A Matriz das
Matrizes”, criada por Bob King, é uma extensão da versão anterior. Veja abaixo
um modelo da matriz QFD original: 9
MÓDULO
3
RESUMO
O QFD é um sistema que
traduz as necessidades dos clientes em apropriados requisitos para a empresa,
em cada estágio do ciclo de desenvolvimento de um produto ou serviço, desde a
pesquisa e desenvolvimento até a engenharia, produção, marketing, vendas e
distribuição.
Para avaliar a percepção dos clientes a
respeito da qualidade do serviço foi criada uma ferramenta denominada SERVQUAL
que tem como base cinco critérios: confiabilidade; responsabilidade; segurança;
empatia e tangibilidade.
CONCEITO DE QFD E RESULTADOS
O desdobramento da função qualidade como um desdobramento, passo a passo, em
funções ou operações que determinam a qualidade, sistematicamente com
procedimentos objetivos, mais que com procedimentos subjetivos.
A metodologia é uma
conversão das demandas dos consumidores em características de qualidade,
desenvolvendo uma qualidade de projeto para o produto acabado pelos relacionamentos
desdobrados sistematicamente entre as demandas e as características, começando
com a qualidade de cada componente funcional e estendendo o desdobramento para
a qualidade de cada parte e processo.
Assim, a qualidade do produto como um todo será
gerada através de uma rede de relacionamentos. Para Eureka (1992), o QFD é um
sistema que traduz as necessidades dos clientes em apropriados requisitos para
a empresa, em cada estágio do ciclo de desenvolvimento de um produto ou
serviço, desde a pesquisa e desenvolvimento até a engenharia, produção,
marketing, vendas e distribuição.
Modelos
conceituais de avaliação da qualidade em serviços
Com o passar do tempo
estudiosos na área de Marketing foram identificando as principais dimensões
utilizadas pelos clientes para julgar a qualidade dos serviços prestados. Um
dos trabalhos mais conhecidos na área é o desenvolvido por Parasuramam et al.
(1998), no qual os autores criaram um instrumento para avaliar a percepção dos
clientes a respeito da qualidade do serviço, denominado SERVQUAL, os autores
baseiam-se em uma lista de cinco critérios, quais sejam:
f) confiabilidade: capacidade de prestar o
serviço de forma confiável precisa e consistente;
g) responsabilidade: a disposição de prestar o
serviço prontamente e auxiliar os clientes;
h) segurança: conhecimento (competência) dos
funcionários e sua habilidade de transmitir confiança, segurança e
credibilidade;
i) empatia: cordialidade,
cuidado e atenção individual fornecida ao cliente, facilidade de contato
(acesso) e comunicação; j) tangibilidade: a aparência das instalações físicas,
dos equipamentos, dos funcionários e dos materiais de comunicação.
O modelo permite a
mensuração da qualidade do serviço por meio da aplicação de uma escala adequada
a um grupo de atributos pertinentes ao serviço pesquisado, que foi desenvolvida
por Parasuraman et. al. (1988), e denominada por esses autores de escala
SERVQUAL.
A escala é baseada em cinco
3 dimensões: confiabilidade, sensibilidade, segurança, empatia e tangibilidade,
como já tratado acima e contém 22 atributos, conforme demonstra o quadro 1:
Quadro 1. Atributos do instrumento SERVQUAL
CONFIABILIDADE
1. Fornecer serviços
conforme prometido.
2. Presteza ao lidar com
problemas de serviço de clientes.
3. Executar serviços sem
erros desde a primeira vez.
4. Fornecer serviços no
tempo prometido.
5. Manter registros das transações sem erros.
SENSIBILIDADE
6. Manter os clientes informados a respeito de
quando os serviços serão realizados.
7. Presteza na prestação de serviços.
8. Vontade de ajudar o
cliente.
9. Presteza quanto às solicitações do cliente.
SEGURANÇA
10. Empregados que inspirem
confiança aos clientes.
11. Fazer os clientes se seguirem seguros em suas
transações.
12. Empregados corteses.
13. Empregados com
conhecimento para responder às perguntas dos clientes
. EMPATIA
14. Fornecer atendimento individualizado ao
cliente.
15. Empregados que lidam com
os clientes de uma maneira atenciosa.
16. Considerar os interesses
dos clientes em primeiro lugar.
17. Empregados que
compreendem as necessidades dos clientes.
18. Horários de atendimento convenientes.
TANGIBILIDADE
19. Equipamentos modernos.
20. Ambiente visual agradável.
21. Empregados com aparência profissional.
22. Materiais associados com
o serviço visualmente agradáveis. Fonte: PARASURAMAN et al. (1994)
Por outro lado,
Gianesi&Corrêa (1996) comentam que os atributos propostos são
excessivamente abrangentes para ajudar os responsáveis pela gestão das
operações de serviços a tomarem decisões que tornem o serviço (resultado e
processo) mais competitivo aos olhos dos consumidores. O critério segurança
MÓDULO
4
RESUMO
O Processo de Satisfação de
Clientes foi desenvolvido e aprimorado ao longo do tempo com o objetivo de
possibilitar a implantação de um processo sistemático para aferição da
satisfação de seus clientes frente aos diversos atributos envolvidos no
relacionamento com sua empresa, ao mesmo tempo em que estabelece a importância
relativa desses atributos na composição da satisfação geral.
Além de produzir medidas
quantitativas de satisfação que podem ser utilizadas como indicadores de
qualidade. O processo de Satisfação de Clientes é uma ferramenta que pode ser
aplicada uniformemente por todas as Unidades de Negócios da companhia.
O Processo de Satisfação de
Clientes é uma ferramenta que pode ser aplicada uniformemente por todas as
Unidades de Negócios da companhia, para identificar as necessidades dos clientes e medir o seu
grau de satisfação com o atendimento dessas necessidades pela empresa.
O Processo de Satisfação de
Clientes é composto das seguintes fases: Identificar os Clientes Vitais Ouvir os Clientes (Necessidades e
Expectativas) Selecionar as Necessidades
Críticas Avaliar o Grau de Satisfação Plano de Ação Fase 1: Identificar os Clientes
Vitais Para identificar os Clientes Vitais, deve-se estabelecer critérios de
priorização que podem ser, por exemplo: Volume de Compras Potencial de Compras
do Cliente Regularidade de
Compras Deve-se também
atribuir pesos de importância relativa para cada um dos critérios de
priorização. Por exemplo: peso 1 para o critério, ou, os critérios,
considerados relativamente menos importantes; peso 2 para aquele ou aqueles
considerados importantes e peso 3 para os mais importantes. A escala de pesos
visa, portanto, distinguir, dentre os critérios, qual ou quais deles são mais
importantes do que os outros. O passo seguinte é estabelecer a correlação de
cada Cliente com os critérios de priorização. A escala de correlação pode ser:
MÓDULO
5
RESUMO
O marketing de serviços é o conjunto de
atividades que analisam, planejam implementam e controlam medidas objetivadas a
servir a demanda por serviços, de forma adequada, atendendo desejos e
necessidades dos clientes e /ou usuários com satisfação, qualidade e
lucratividade. Assim, o marketing de serviços tem características diferenciadas
do marketing feito para produtos. Sua ênfase se faz no prestador do serviço,
com profissionais satisfeitos, bem treinados e produtivos; e no cliente, que
pelo desempenho de alta qualidade dos serviços, ficam satisfeitos e se tornam
leais e voltam a procurar aquele profissional. "A chave é superar as expectativas
dos clientes quanto á qualidade do serviço. ... Conservar os clientes é a
melhor medida de qualidade”.
Pré-
fabricação •
Verificação as necessidades
e desejos dos clientes, através de pesquisas de mercado e estudos de
tendências;
• Desenhar um processo que resulte em
benefício ao cliente, mapeando todos os momentos envolvidos, desde a encomenda
do serviço até a entrega, bem como todos os insumos, equipamentos e pessoas
necessários à sua execução num prazo adequado.
• Instigar a demanda através
do mix tradicional de comunicação e marketing - como se trata de oferecer uma
promessa, na falta de coisas concretas para mostrar (design, embalagem,
conteúdo) é necessário o apoio de imagens que comuniquem alguma noção do
serviço em si.
• Propagar e fortalecer a marca - procede-se
da mesma forma que no caso de um produto, porém a reputação da empresa torna-se
muito mais relevante para o consumidor porque serve como garantia de qualidade
e procedência. b. Comercialização A decisão de compra parece com uma aposta: o
cliente só pode imaginar o serviço, pois este só será executado depois que a
compra for efetivada. c. Fabricação e consumo
• A fabricação e o consumo
ocorrem ao mesmo tempo e são inseparáveis.
• A experimentação e
exposição dos benefícios só são possíveis durante o consumo o após a
comercialização;
• Pesquisar e avaliar a
preferência pela marca - havendo interação com o cliente deve-se tomar por base
sua percepção da qualidade do serviço, sua satisfação com a atitude e a
aparência dos funcionários, com a facilidade de acesso, com a flexibilidade de
horários de atendimento etc. d. Pós-venda As empresas podem oferecer serviços
pós-venda (entrega, instalação, assistência técnica, venda de peças e SAC) de
quatro maneiras: Através de células próprias de serviços como assistências
técnicas da empresa.
O lucro com esses serviços adicionais em
alguns casos chegam a ser maiores do que com o negócio principal.
• credenciamento de autorizadas - permite
multiplicar os pontos de atendimento e ganhar rapidez pela maior proximidade
com o consumidor; • credenciamento de empresas especializadas que operam em
grande escala, atendendo vários clientes;
• transferência para o
cliente. Nesse caso, os grandes clientes acham mais vantajoso, tanto em termos
operacionais quanto financeiros, ter seus próprios especialistas
(principalmente no setor de informática). Já os pequenos clientes preferem ser
abastecidos com equipamentos fáceis de montar e instalar e cujas peças sejam
descartáveis.
Não querem pagar por serviços secundários
embutidos no preço mas que não lhes interessam, como taxas de seguro contra
fraudes em cartões de crédito, contratos anuais de manutenção para equipamentos
pouco usados ou fretes de mercadorias que eles mesmos possam transportar. No
entanto, quaisquer que sejam as circunstâncias e preferências do cliente, a
pós-venda pode ser considerada, especialmente no que se refere aos serviços,
como o momento da racionalização das apostas realizadas quando da escolha da
marca ou do prestador dos serviços.
A intangibilidade presente
na primeira compra não mais existe quando o cliente, agora informado e
presumivelmente consciente do real valor que o serviço tem para si, toma a
decisão de adquiri-lo novamente ou não. Entre esses dois momentos, deve-se
realizar um verdadeiro marketing pósvenda, obedecendo às seguintes etapas:
• averiguar o grau de satisfação do cliente;
• pesquisar sua opinião sobre todo o ciclo de
prestação do serviço, seus erros e acertos; • pedir-lhe sugestões sobre como
melhorar o serviço para assegurar sua total satisfação;
• demonstrar a intenção de
atingir e manter a excelência na prestação do serviço;
• afirmar o interesse em tornar a servi-lo
mais e melhor. Assim é possível não apenas aumentar a chance de retorno do
cliente, obtendo assim a sua fidelidade, como também torná-lo um divulgador
espontâneo da excelência do serviço fazendo por meio dele o melhor marketing
que existe. Os canais de comunicação e distribuição As aglomerações urbanas
exigem especial atenção na escolha da localização mais adequada dos
pontos-de-venda e atendimento (como as lojas de delivery) e dos pontos de
suporte ao atendimento aos clientes (pontos de radio táxi, ambulâncias e
reboques, assistência técnica).
O desejo de comodidade e a premência do tempo
tornam necessária a prestação de serviços em regime ininterrupto em muitas
atividades. Para tanto é preciso haver uma boa organização dos canais de
comunicação e distribuição, mantendo-se constância e adequação na linguagem
empregada e no conjunto de serviços oferecidos, de modo a eliminar quaisquer
dúvidas acerca da competência gerencial e operacional da organização, quando os
contatos são feitos por canais diferentes
. Seja pessoalmente, por
telefone ou internet, por intermédio de uma loja franqueada ou pelo correio
(catálogo de produtos), o cliente deve perceber que está tratando com uma só
empresa que corrige eventuais problemas em seus canais e privilegia o
compromisso de prestar um bom serviço. A satisfação dos clientes resulta da
percepção de que suas expectativas foram não apenas atendidas, mas superadas.
Para isso é preciso oferecer serviços de qualidade, o que significa um conjunto
de elementos que varia conforme a ocasião, o tipo do serviço e os próprios
clientes, levando-se em consideração os custos associados.
Desenvolvendo a percepção
dos consumidores É possível desenvolver a percepção dos consumidores
trabalhando em três áreas: pessoas, preço e material de comunicação. Pessoas
Este é um dos pilares de sustentação das empresas de serviço, uma vez que a realização
do serviço (que é o que o cliente compra) está intrinsecamente ligada às
pessoas - não só à forma com que elas executam seu trabalho (know-how), mas
também à forma com que se apresentam, comunicam e interagem com o consumidor.
A presença, a aparência e o comportamento dos
demais clientes também influenciam a percepção do resultado. Todos esses
fatores somados delineiam a imagem que o cliente vai formar da empresa
prestadora de serviços. Alguns aspectos merecem ser ressaltados:
• Todos os colaboradores devem ter aparência
impecável; assim o cliente, por associação, terá a imagem de que o serviço
também será impecável;
• O número de colaboradores
deve ser adequado à procura, assim o consumidor não terá a impressão de que há
descaso ou de que a empresa está ociosa, o que pode sugerir
• incompetência ou preço
injustamente alto;
• Deve-se dar toda a atenção
ao cliente, pois somente assim ele ficará satisfeito com a empresa. Preço Este
é outro elemento do composto de marketing, crucial para construir a imagem da
empresa na mente do consumidor. Preços altos geralmente são associados a
qualidade superior, e preços baixos, a serviços de qualidade inferior.
Apesar dessa associação, os
preços também podem causar impressão favorável à empresa se forem adequados ao
público-alvo e se levarem em conta a relação custo versus benefício.
Assim, independentemente do
valor real do serviço, o cliente terá a sensação de estar comprando algo que
vale a pena. Comunicação O material de comunicação é outro instrumento a ser
utilizado para moldar a personalidade da empresa.
O local onde ela expõe a sua
marca e o modo como realiza essa exposição ajudam a definir os seus contornos
perante a clientela. Entre os instrumentos promocionais ao alcance das
empresas, cabe citar:
• Propaganda. Pode-se fazer propaganda através
de vários meios: televisão, veículo de massa; revista, mídia mais seletiva e
duradoura; jornal, mídia diária; rádio; outdoor; e outras mídias menos
convencionais. Os anúncios podem lançar mão de testes, pesquisas e testemunhos,
ganhando com isso maior credibilidade.
• Promoção, de venda. É toda ação que
impulsiona a venda. Existem promoções diretas e indiretas. As promoções diretas
geram resultados imediatos e de fácil medição - por exemplo: descontos,
"pague-um-leve-dois", amostras, demonstrações, cupons, concursos e
degustação. As promoções indiretas visam sobretudo a imagem e normalmente
apresentam resultados menos imediatos, como é o caso de patrocínios e feiras.
• Site na internet. Esta é
uma mídia globalizada que tem múltiplos usos: propaganda institucional,
propaganda de serviços, contato com consumidor, promoção etc. Por ser
relativamente recente, ainda não é utilizada em todo o seu potencial.
• Personagens/símbolos. É
uma forma de a empresa ganhar personalidade, quer "pegando carona" na
credibilidade de personalidades, artistas ou atletas famosos, quer se fazendo
representar por símbolos, como fez a Empresa Brasileira de Correios e
Telégrafos (ECT) com o seu "papa-léguas", símbolo da rapidez do seu
serviço Sedex. Gerenciamento da Qualidade em Serviços A qualidade dos serviços
está na soma dos detalhes, ou seja, a relação entre fornecedor e consumidor
está em muitos pontos individualizados de contato, isso torna um serviço muito
diferente de um produto, especialmente ao que se refere à garantia de
qualidade. Numa cadeia de lojas de artigos de conveniência, por exemplo,
milhares de pessoas em muitos pontos "produzem" e entregam o serviço.
Pode-se fabricar cada artigo vendido num único local, mas não se podem produzir
as interações com os clientes num só local. Tal "produção" ocorre a
cada contato, milhares de vezes por dia. Isso significa que os métodos
tradicionais de controle de qualidade - verificação efetuada ao longo do
processo ou centralizada na inspeção final - não são adequados, tornando-se
necessário um conceito de qualidade que leve em conta o processo
fundamentalmente humano de geração e entrega desse "produto".
O colaborador da linha de
frente serve de contato entre a empresa e o cliente, contribuindo para torná-la
tangível. Quando o cliente entra em contato com algum aspecto da organização -
pessoas, instalações ou equipamentos - e tem uma "impressão" da
qualidade do serviço. Do ponto de vista administrativo, esses muitos os
fundamentos do serviço.
O momento de contato entre
cliente e colaborador é a menor unidade indivisível de valor entregue ao
cliente. A maior preocupação da empresa deverão ser esses momentos críticos do
processo, os quais estarão forjando na mente do cliente a percepção da
qualidade do serviço e influenciando o resultado final. Pode-se fazer
imediatamente um inventário dos "momentos críticos" vivenciados pelos
clientes enquanto o pessoal de linha de frente presta o serviço.
Tão logo se saiba quais são
esses "momentos críticos", o planejador do serviço estará em
condições de analisá-los do ponto de vista da qualidade e poderá começar a
otimizar aqueles que exigirem melhoria e buscar maneiras de acrescentar valor a
todos. Colocará ali seus maiores esforços de monitoramento, controle e treinamento
de pessoal. Convém lembrar que nem todos os "momentos críticos"
envolvem interação direta de colaboradores e clientes.
Quando um cliente vê uma peça de publicidade
da empresa, esse é também um "momento crítico", pois gera uma
impressão. Entrar num estacionamento, caminhar num saguão de hotel, receber uma
conta, retirar um talão de cheques numa máquina, tudo isso cria uma impressão
do serviço. O somatório de todos os "momentos da verdade"
experimentados pelos clientes, havendo ou não contato humano, transforma-se na
imagem da organização em termos de serviço. Essa maneira de ver o serviço -
como uma série de "oportunidades perecíveis" que causam uma impressão
de qualidade - torna evidente que a administração não controla diretamente a
qualidade.
Os administradores não podem
estar presentes em todos os "momentos críticos" para ter certeza de
que os funcionários agem corretamente. Logo, dependem deles, que lidam
pessoalmente com esses momentos. Não obstante, também no caso de autosserviço
existe o "momento crítico", quando o cliente interage com os caixas
eletrônicos, por exemplo, em várias etapas até conseguir seus objetivos, os
serviços.
Este é um conceito
provocante: cada funcionário da linha de frente é, de certo modo, um
administrador. Cada um deles controla o resultado do "momento
crítico", na medida em que controla seu próprio comportamento diante do
cliente. Se o pessoal de serviço for apático, distante, inamistoso ou pouco
cooperativo, seus "momentos críticos" serão negativos.
Se, ao contrário, mostrar-se
amistoso, ativo e cooperativo, tomando iniciativas para resolver os problemas
do cliente, seus "momentos críticos" serão brilhantes e o cliente
tenderá a generalizar essas experiências criando uma boa imagem do serviço.
Talvez esta seja uma situação assustadora para alguns executivos: as
"formiguinhas" é que estão no controle da situação! O ciclo do
serviço O ciclo de serviço é uma cadeia contínua de eventos pela qual o cliente
passa, à medida que experimenta o serviço que lhe é prestado.
Essa é a configuração
natural e inconsciente que está na cabeça do cliente e que pode não ter coisa
alguma a ver com o enfoque técnico a que o prestador do serviço está habituado.
Este geralmente concebe o processo em termos de departamentos organizacionais e
especialidades que precisam interagir para que o serviço seja prestado.
Já o cliente está interessado somente em
satisfazer uma necessidade: "quero um lugar para guardar meu
dinheiro"; "desejo comer uma boa refeição"; "quero
consertar meu carro". Nas empresas de prestação de serviços, frequentemente
o cliente tem de percorrer uma verdadeira via devido à maneira pela qual elas
estão organizadas. Por exemplo, ele vai a uma oficina consertar o carro e lá o
entrega ao recepcionista; ao retornar para apanhá-lo, descobre que precisa ir
ao caixa para receber as chaves e pagar a conta, mas ali não há ninguém que
possa informá-lo sobre o defeito apresentado.
Quando ele discorda do preço que está sendo
cobrado, o caixa lhe diz: "Sou apenas o caixa. “Fale com o gerente de serviços".
O cliente pergunta: "Onde está o gerente de serviços?" Alguém lhe
responde: "Ele já foi embora. Volte amanhã". O cliente pode pedir
para falar com o mecânico que trabalhou no carro e descobrir que ele não tem
permissão para sair da oficina para falar com os clientes.
A figura 1 ilustra o ciclo
de serviço. Os "momentos críticos" são aqueles em que o cliente
travou contato com algum aspecto da empresa e teve uma impressão da qualidade
do serviço. Para o cliente, esses diversos momentos formam uma cadeia contínua
de eventos, ou seja, trata-se de um único processo, embora ele tenha de lidar
com mais de uma dezena de diferentes departamentos da organização.
No entanto, os prestadores
de serviço nem sempre veem o processo como um fluxo único de experiências
interligadas, e sim como uma série de tarefas e responsabilidades individuais.
Às vezes o cliente é a única pessoa que vê todo o quadro.
MÓDULO
6
RESUMO
A qualidade em serviços tem como base tem
importantes itens, como: a credibilidade, a reparação e a interatividade. Além
desses itens a empresa deve se preocupar muito com a percepção do cliente em
relação à qualidade Portanto, trata-se de um trabalho permanente de sintonia
fina, no qual tem particular importância o acompanhamento da satisfação do
cliente após a venda do serviço. Isso nos remete ao terceiro fundamento da
qualidade em serviços, ou seja, a interatividade na relação com o cliente,
visando torná-lo fiel à marca e ao fornecedor
Rotatividade Fundamentos da
qualidade em serviços A qualidade em serviços requer:
• Comprometimento das
lideranças (deve fazer parte da cultura da organização);
• Uma cultura orientada para
o cliente (objeto de acompanhamento constante); • Um sistema bem desenhado
(amigável, com altos padrões);
• O uso eficiente da
tecnologia e da informação (para servir, atender e monitorar, constituindo-se
numa vantagem competitiva). Zeithaml, Berry e Parasuraman (1990) propuseram uma
metodologia para a obtenção da qualidade em serviços, a service quality
(Servqual), composta de três elementos básicos:
• Credibilidade - fazer certo de primeira;
• Reparação - fazer tudo
certo na segunda chance;
• Interatividade - gerenciar
e superar expectativas. Além das precondições gerenciais e dos três elementos
básicos, é preciso entender como se dá a percepção da qualidade em serviços do
ponto de vista do cliente. Bebko (2000) aprofundou o estudo sobre o
comportamento do consumidor, procurando verificar até que ponto o grau de
intangibilidade de um serviço influencia a criação de expectativas e a
percepção da qualidade, independentemente do local, do segmento de mercado ou do
momento de consumo. Sua pesquisa veio confirmar o que Berry e Parasuraman
(1992) já haviam afirmado a respeito das cinco dimensões da percepção da
qualidade:
• Credibilidade - capacidade
de prestar o serviço prometido, de modo confiável e com precisão, buscando o
"erro zero"; esse é o mais importante critério pelo qual os clientes
julgam a qualidade do serviço;
• Tangibilidade - aparência física das
instalações, do pessoal, dos equipamentos e do material de comunicação;
• Prestatividade/pro atividade - disposição
para ajudar o cliente e presteza na execução do serviço;
• Segurança - cortesia,
competência e capacidade de inspirar confiança e credibilidade;
• Empatia - atenção ao
cliente, procurando assumir o ponto de vista dele. Vale lembrar, entretanto,
que o critério de avaliação da qualidade em serviços será sempre subjetivo -
cada pessoa fará o seu julgamento, segundo seus próprios valores, expectativas
e demandas. Portanto, trata-se de um trabalho permanente de sintonia fina, no
qual tem particular importância o acompanhamento da satisfação do cliente após
a venda do serviço. Isso nos remete ao terceiro fundamento da qualidade em
serviços, ou seja, a interatividade na relação com o cliente, visando torná-lo
fiel à marca e ao fornecedor.
Os hiatos da qualidade em
serviços O modelo apresentado na figura 2 ilustra os argumentos que serão
apresentados adiante para orientar o estudo para a prestação de serviço com
qualidade aceitável.
A formação dos anseios dos
consumidores sobre os serviços que lhes serão prestados pode se dar de várias
maneiras. A comunicação boca a boca tem aí grande importância, pois a pessoa
que a faz supostamente é isenta.
Quanto maior o poder de
influência e a credibilidade daqueles que indicam ou criticam os serviços sobre
as pessoas que ainda não os experimentaram, maior o efeito que causam qualquer
que seja a origem da informação. Criam-se também expectativas a partir das
necessidades e desejos das pessoas. Tais expectativas serão tanto mais intensas
quanto maior for o grau de necessidade ou a pressão social para satisfazer as
fantasias ou vaidades.
Por fim, a experiência
passada contribui igualmente para formar expectativas. Se for negativa, a
expectativa é baixa e espera-se que o serviço venha a ser melhorado. Se for
positiva, a expectativa é de que, no mínimo, o nível de qualidade do serviço se
mantenha. A frustração das expectativas é frequente e decorre geralmente da
existência de gaps ou discrepâncias entre o real e o esperado, nos campos
gerencial e operacional, conforme ilustrado na figura 2. O primeiro gap se
verifica entre a real expectativa do cliente quanto à qualidade do serviço e a
pressuposição da gerência a respeito dessa expectativa. Em serviços,
especialmente, não cabe pressupor.
O prestador de serviços não
deve "achar" coisa alguma a respeito dos clientes, de suas
preferências, hábitos, manias. Seu dever é procurar obter as informações
necessárias para conhecer-lhes o perfil. O segundo gap se refere à discrepância
entre a percepção da gerência acerca da expectativa do cliente e a tradução
dessa percepção em especificações de serviços. Ao cometer um erro de percepção
e julgamento, o gerente agrava o problema ao elaborar regras e manuais com
orientações equivocadas. Adicionalmente, pode piorar o problema por não dominar
técnicas adequadas de registro e redação.
As orientações costumam ser ambíguas e muitas
vezes refletem o temperamento negativo do gerente: "Faça do meu modo,
porque é assim que eu quero e é assim que os clientes são".
O terceiro gap corresponde à
discrepância entre as especificações e a prática da prestação dos serviços,
pois na interpretação dessas especificações a possibilidade de falhas é
novamente multiplicada. Em se tratando de manuais, o problema se agrava porque
o texto costuma ser pouco objetivo, e muitos não lhe dão a devida atenção
porque julgam já saber o suficiente.
O quarto gap está na
discrepância entre a prestação dos serviços e a comunicação com os clientes,
seja pela má orientação acerca dos serviços, seja pela formação de expectativas
exageradas, resultando em promessas não cumpridas; seja ainda pela falta de
advertências quanto aos cuidados a serem tomados pelos clientes.
Exemplos desse hiato podem
ser evidenciados a partir de experiências em parques temáticos e de diversões,
nos quais deve haver informações escritas, bem visíveis, e também sonoras, em
mais de um idioma, indicando como os recursos disponíveis podem ser utilizados
para oferecer maior prazer aos convidados e fazendo advertências acerca de
cuidados necessários e restrições, de maneira que não ocorram acidentes com os
participantes nem haja danos à reputação da organização. Da mesma forma, não se
deve gerar expectativas desproporcionais à capacidade de executar o que foi
oferecido, para que os clientes não julguem o parque e suas atrações
desinteressantes.
O quinto gap, isto é, a
discrepância entre a expectativa dos clientes e a sua percepção dos serviços,
pode levar ao fracasso do empreendimento. No "momento da verdade", o
cliente pode verificar que seu dinheiro foi desperdiçado.
Assim, este deixa de ser o
momento de reafirmação da escolha e de decisão em favor da repetição da compra
e da satisfação proporcionada pelo resultado. Na verdade, os hiatos provocam um
efeito arrasador sobre os clientes. A seus olhos, os impactos das falhas parecem
multiplicados.
Resta ainda analisar a influência do mercado
sobre as expectativas dos clientes, a qual se dá através dos recursos da
propaganda e dos canais de comunicação utilizados ou pela própria prestação dos
serviços. A atuação agregada do mercado influencia o modo como os clientes
imaginam que deve ser o serviço em qualquer de suas fases.
Empresas que atuam em mercados oligopolizados
ou monopolizados, quase sem concorrência, não raro ignoram a vontade dos
clientes e lhes oferecem aquilo que bem entendem, muitas vezes como se fosse um
favor. No Brasil, uma exceção é o serviço postal, cuja credibilidade é
inegável. Outras empresas que atuam no ramo de entregas também reforçam a
expectativa de que o serviço é confiável e ágil.
Por fim, merece atenção
especial o problema da propaganda enganosa, mesmo porque a frustração de um
compromisso subsidia a propositura de ações judiciais contra o infrator do
Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90).
Nesse aspecto, cabe
ressaltar que o país dispõe de um conjunto de normas legais considerado um dos
mais avançados no mundo, embora seja ainda incipiente a conscientização popular
no que se refere às obrigações e aos direitos previstos na lei. As melhores
práticas para exercer influências positivas são:
• Não prometer mais do que
será entregue;
• Destacar o que for bem feito, elogiando a
escolha feita a partir do discernimento dos clientes, que sabem muito bem o que
querem, querem o melhor, para já e ao menor preço;
• Desculpar-se e corrigir
imediatamente as menores falhas, "mostrando serviço" aos clientes,
atenuando sua má impressão e compensando-os sempre que possível. Para
satisfazer às expectativas dos clientes, as organizações devem esforçar-se para
melhorar seu relacionamento com eles.
O avanço da tecnologia propicia a convergência
de meios e o desenvolvimento de múltiplos canais de comunicação e distribuição
para oferecer maior conveniência ao cliente.
A produtividade x serviços A produtividade é a
capacidade de desenvolver serviços num determinado período de tempo, no menor
nível de desperdício de recursos, resultando no dimensionamento adequado da
estrutura de serviços e das ações visando o ajustamento da oferta e da demanda,
mantidas as características de terminantes da qualidade percebida pelos clientes.
Assim, há um conjunto de
requisitos a serem considerados na tomada de decisões referentes aos constantes
e necessários ajustes na capacidade de ofertar serviços ou na demanda:
1. Avaliar a capacidade e a
demanda existentes;
2. Prever modificações em ambas;
3. Tomar decisões sobre a capacidade e a
demanda considerando o nível de qualidade esperado ou exigido pelos clientes e
as condições de oferta existentes na empresa;
4. Avaliar os aspectos
econômicos, operacionais e tecnológicos das alternativas de modificação da
capacidade e da demanda; 5. Criar opções para aumentar ou reduzir a capacidade.
Determinar a capacidade de prestação de serviços é tarefa complexa para as
empresas, especialmente aquelas cujos serviços são intensivos em mão-de-obra,
pois fatores como absenteísmo, rotatividade de empregados (turnover) e variação
da produtividade individual são difíceis de prever, conter e corrigir.
Gestão da capacidade Com o objetivo de evitar
o dispêndio, as empresas formulam políticas para ajustar sua capacidade de
oferecer serviços. O propósito fundamental é evitar a ociosidade de pessoas e
equipamentos e o consequente desperdício de recursos.
As principais políticas são:
• Ajuste da capacidade do
sistema à demanda, mediante ampliação ou redução dos meios e recursos
disponíveis, conforme as alterações de demanda;
• Absorção das variações de demanda mediante o
uso de estoques. A alteração da capacidade pode ser anterior ou posterior ao
aumento da demanda. Modificações antecipadas implicam ociosidade até a plena
utilização dos meios e recursos, devendo se para tanto compensar as receitas
não realizadas ou limitar ao mínimo as despesas incorridas. Conforme a natureza
do serviço, tais alterações assumem magnitudes diferentes no que se refere à
necessidade de capital.
Quando as alterações são proteladas, há risco
de perda de qualidade no atendimento, devido à falta de capacidade para atender
à demanda. No caso de serviços que exijam alto investimento em equipamentos,
instalações ou tecnologia, o volume de recursos necessários às alterações de
capacidade é significativamente maior que nos serviços com uso intensivo de
mão-de-obra e, além disso, representa uma barreira de entrada.
Em curto prazo, as alterações de capacidade
são em geral moderadas e requerem medidas como:
• Maximização da eficiência
nos picos, concentrando os esforços nas atividades críticas;
• Aumento da participação do cliente
(self-service);
• Programação de trabalho em turnos e
realização de horas extras;
• Subcontratação de serviços em pequena
escala; o admissões ou demissões em pequena escala. Quando ocorrem
terceirizações, existe o risco de perda de qualidade no serviço prestado, uma
vez que dificilmente um profissional terceirizado entenderá a cultura e as
normas de serviços da empresa contratante. A médio e longo prazos, as
alterações de capacidade assumem maior magnitude, requerendo, portanto maior
volume de recursos. As providências julgadas adequadas são:
• Subcontratação de serviços
em grande escala, com risco de perda de qualidade devido à falta de compromisso
dos terceirizados com a empresa contratante;
• Admissões ou demissões por
meio de programas apropriados;
• Ampliação/enxugamento do
sistema de serviços mediante aumento/redução de pontos-de-venda, horários e
equipamentos;
• Expansões por aquisição,
com a compra de concorrentes ou de pontos-de-venda – tal medida reforça a
importância dos estudos interculturais, a fim de minimizar possíveis choques
nesse âmbito;
• Abertura de franquias.
Gerenciamento da demanda As ações estratégicas para a demanda têm como objetivo
o seu deslocamento no tempo, por meio de estímulos e restrições.
Trata-se de aproveitar melhor a capacidade
existente, seja antecipando demanda, seja retardando-a, pois em ambos os casos
o que ocorre é a impossibilidade de atender plenamente a procura no momento
desejado pelo público-alvo.
Para provocar o retardo da
demanda de serviços, utiliza-se o artifício da formação de
"estoques", ou seja, para reter os. clientes e dificultar a sua
decisão de compra em favor de algum concorrente, procura-se atendê-los
posteriormente vendendo-lhes a capacidade futura, como no caso de reservas de
passagens aéreas e acomodações em hotéis. A formação de "estoques" é
promovida com:
• A formação de filas, nas
quais, de maneira ordenada, as pessoas aguardam o atendimento ou a distribuição
de senhas com hora de uso pré-agendada, como ocorre com os brinquedos nos
parques da Disney;
• Sistemas de reservas, em
que é garantida a disponibilidade do serviço, como em hotéis; • Sistemas de
reservas com formação de filas, como nos cabeleireiros;
• Segmentação da demanda, em que o
público-alvo é dividido em grupos com demandas distintas, sendo programado o
atendimento para maximização do uso da capacidade e minimização da espera, como
em restaurantes em que os clientes são atendidos em função da chegada e do
número de pessoas em cada grupo, o que implica a disponibilidade de mesas de
diferentes tamanhos. Outras estratégias para influenciar a demanda:
• Preços sazonais -
descontos em ocasiões de baixa demanda, ou vales, no caso de serviços
contínuos, como certos horários em cinemas e transportes públicos, ou
determinados dias da semana, como nos teatros;
• Pacotes fora do pico -
para serviços diferenciados em épocas de baixa demanda, muito frequentes no
ramo de hotelaria e turismo, em que há semanas temáticas para atrair o turismo
fora de época, ou ainda períodos durante a semana em hotéis de lazer, que
oferecem seus serviços a empresas para a realização de eventos;
• Oferta de serviços
complementares - visa aproveitar a disponibilidade de meios e recursos para
obter receitas adicionais, como por exemplo serviços de lavagem de carros em
estacionamentos;
• Auto-serviço - refeições
self-service e máquinas de autoatendimento bancário;
• Serviços com a participação do cliente - por
exemplo, em lojas de decoração, onde ele ajuda a escolher os materiais, ou em
lojas de tecidos, onde ele participa da criação de modelos de roupas. As
políticas de gestão da capacidade e da demanda, além da própria variação da
demanda, frequentemente acarretam a formação de filas para o atendimento dos
clientes, mesmo porque a ociosidade dos recursos e meios de produção implica o
aumento dos custos e, consequentemente, dos preços, o que pode provocar
retração da demanda. Daí a importância de administrar o tempo de espera, de
modo a minimizar o desconforto ou mesmo a fuga dos clientes sem provocar
aumento dos custos e redução da receita. É o que será estudado a seguir.
MÓDULO
7
RESUMO Cada vez mais as
empresas estão se preocupando com a qualidade dos serviços prestados e total
satisfação do cliente, porém alguns aspectos tem prejudicado muito a percepção
do cliente em relação à qualidade, são as filas de espera. Apesar de alguns
aspectos positivos observados no que diz respeito à relação entre os tempos
esperado e efetivo da operação, ainda há muito a ser feito no que tange a
percepção que os clientes têm em relação à fila de espera.
Administração da espera Para
evitar o desgaste causado pelo tempo de espera, é preciso conhecer melhor a
percepção do cliente. Veja:
• A espera ociosa parece
mais longa. Convém oferecer alguma atividade ou distração para os clientes
enquanto eles não são atendidos. Como a contratação de uma pessoa para,
gentilmente, oferecer um saboroso café com biscoitos.
• A espera até ser atendido
parece mais longa do que durante a realização do serviço. Ao chegar a um
restaurante, por exemplo, o cliente deve ser imediatamente informado de que
será atendido logo em seguida. Por isso normalmente o garçom serve o “couver” e
as bebidas prontamente.
• A ansiedade faz parecer
mais demorada a espera. Isso requer medidas atenuantes, como dar início ao
serviço, mesmo que ele tenha de ser interrompido em seguida. Numa clínica, por
exemplo, os pacientes vão sendo chamados para uma “triagem” com pesagem e
tomada de medidas muito antes de serem atendidos pelo médico.
• Esperas imprevistas
parecem mais longas. Portanto, devem ser anunciadas logo que se configurem, não
podendo ser subestimadas. A ocorrência de alguma falha ou defeito num
equipamento deve ser imediatamente avisada aos clientes que esperam pelo
serviço.
• Quanto mais valioso o
serviço, mais tempo as pessoas aceitam esperar. A importância atribuída ao
serviço faz os clientes suportarem melhor a espera. É o caso dos que se dispõe
a aguardar horas numa fila para entrega de passaportes quando precisam viajar
para o exterior.
• Esperas solitárias ou desconfortáveis. No
caso de serviços que não permitam assegurar a pontualidade do atendimento, o
desconforto do cliente é menor quando há uma sala de espera onde ele possa
conversar com outras pessoas. É o caso, por exemplo, de salas vip em
aeroportos, dotadas de poltronas confortáveis e dispostas de modo a facilitar a
interação entre os clientes.
• A espera parece mais longa para usuários
novos ou pouco frequentes do que para usuários costumeiros.
Os usuários antigos normalmente conversam com
os novos enquanto esperam pelo serviço e isso acaba ajustando a expectativa dos
novatos. Isso pode ocorrer, por exemplo, durante o atendimento em centros
automotivos, quando uma troca de amortecedores acaba exigindo a substituição
imprevista de outras peças, retardando a execução do trabalho. Tipos de espera
Existem três tipos de espera: Pré-processo, Durante o processo e Pós-processo.
Segundo Gianesi e Corrêa
(1996), um exemplo de serviço em que se verificam os três tipos de espera são
os restaurantes, onde, a espera pré-processo começa antes da ocupação da mesa e
vai até o primeiro pedido; a espera durante o processo abrange o período
compreendido entre o primeiro pedido e o último, ou seja, a conta; por fim, a
espera pós processo corresponde à devolução do cartão ou do troco.
A espera pré-processo é
também categorizada, para fins de estudo. Diz-se, por exemplo, que há espera
antecipada quando o cliente chega ao ambiente de serviços antes do horário
marcado.
Cumpre evitar esse
comportamento, pois ao reclamar de algum atraso o cliente também conta o tempo
voluntário, isto é, sua própria antecipação. Outro tipo de espera pré-processo
é aquela decorrente de atrasos, também chamada espera pós-programada. Há ainda
a espera na fila, que pressupõe o atendimento por ordem de chegada.
As filas podem ser únicas ou múltiplas. No
caso destas últimas, observa-se um fato curioso: as filas ao lado sempre
parecem mover-se mais rápido do que aquela escolhida. Mas há outros aspectos
positivos a serem considerados. Por exemplo:
• Várias filas pequenas
podem fazer pressupor uma espera menos demorada do que numa fila grande;
• O serviço pode ser diferenciado, como nos
caixas expressos e caixas para idosos;
• O cliente pode escolher o
atendente de sua preferência; porém, atendentes mais ocupados podem tornar-se
menos corteses, pelo excesso de demanda.
As filas únicas têm a seu
favor o fato de assegurarem o atendimento por ordem de chegada e com maior
privacidade, pois geralmente os que vêm logo em seguida não avançam além da
faixa amarela pintada no piso.
Além disso, o tempo médio de
espera é menor nessas filas. Finalmente, cabe lembrar que o uso de senhas
eletrônicas, cujo raio de ação é mais amplo, propicia maior comodidade aos
clientes em locais como shopping centers, por exemplo, onde eles podem olhar
vitrines e fazer compras enquanto aguardam o atendimento. Havendo sido
consideradas as características e restrições dos serviços, o próximo passo é
cuidar do processo de gestão de serviços. Gestão da qualidade e da
produtividade em serviços As próprias especificações dos serviços representam
também o maior obstáculo ao controle de sua qualidade, podendo acarretar
inclusive uma queda substancial na produtividade, devido às seguintes
circunstâncias:
• Produção e consumo simultâneos;
• Variações na qualidade do serviço decorrentes
do comportamento dos funcionários; • Impossibilidade de inspeção prévia;
• Dificuldade de supervisionar todos os
funcionários da linha de frente;
• Dificuldade de aferir a
qualidade dos serviços, por sua natureza subjetiva. Uma vez conhecidos os
problemas e dificuldades na prestação de serviços, faz-se necessário organizar
os recursos e meios empregados em sua preparação, produção e oferta, dispostos
em quatro categorias: instalações físicas, tecnologia disponível, sistemas de
informação e pessoal.
.As instalações físicas
devem ser projetadas visando à prestação de serviços de alto nível de
qualidade, como no caso dos resorts, onde os aposentos ficam distantes das
áreas de lazer, a fim de que tais atividades não perturbem o descanso dos
hóspedes.
O emprego de tecnologia adequada em diferentes
atividades possibilita diminuir a variação nos padrões do serviço em função do
fator humano. Por exemplo, o uso de lavadoras com timer e alarme em
lavanderias.
Os sistemas de informação
permitem liberar os funcionários das tarefas rotineiras, podendo eles dedicar
mais tempo a atividades ligadas à prestação de serviços e à obtenção de
informações sobre os clientes de sua carteira ou de seus concorrentes.
Equipamentos de maior
sofisticação, como por exemplo os bancos de dados, possibilitam mapear o perfil
de consumo e as preferências dos clientes. Os colaboradores constituem o
principal fator determinante da qualidade em serviços, exigindo, portanto uma
seleção criteriosa.
É essencial contar com
pessoas qualificadas para o atendimento, dotadas de discernimento e capazes de
assumir responsabilidades. Igualmente importante é a supervisão permanente dos
membros das equipes, visando dar-lhes apoio e segurança diante de situações
imprevistas ou adversas.
Uma vez organizados os
recursos e os meios necessários à prestação de serviços, a prática requer a
monitoração das atividades, a fim de verificar se está sendo atingido o grau de
satisfação almejado. Os atributos da qualidade são em sua maioria, de natureza
subjetiva, de modo que sua avaliação se faz em termos não-quantitativos, o que
dificulta a correta interpretação dos resultados e sua comparação.
Isto porque, deve-se ter em mente que a
importância atribuída pelos clientes aos aspectos que mais lhes interessam
varia de acordo com o tipo de público e mesmo com a ocasião. A aferição de
resultados apresenta diferentes graus de dificuldade, e nem todos os critérios
permitem medidas objetivas ou quantificáveis.
Dessa forma, é necessário
buscar sempre informações sobre a percepção dos clientes com relação aos
serviços que lhes são prestados, a fim de evitar a ocorrência de ruídos na
comunicação que resultam em perda de clientes, sem que a empresa se dê conta
disso rapidamente.
As fontes de informações
relevantes para a tomada de decisões são:
• As pesquisas de satisfação de clientes;
• As reclamações apresentadas, que devem ser
vistas como contribuições ou consultas gratuitas;
• As informações prestadas pelos próprios
empregados, que podem identificar falhas rapidamente por estar em contato
direto com os clientes, permitindo assim a correção de rumo ou o reforço dos
aspectos elogiados.
Alguns hotéis fazem uso dos
chamados "pontos de escuta", que consistem em pessoas preparadas para
provocar e ouvir a manifestação de empregados acerca de eventuais problemas
(potenciais e reais) por eles identificados, bem, como sugestões de
aperfeiçoamento;
• Os comentários dos
próprios clientes, que muitas vezes se manifestam espontaneamente sem intuito
de reclamar, revelando não só aspectos que desejariam ver melhorados ou que são
oferecidos pela concorrência, mas também pontos positivos que não haviam sido
percebidos como tal pela gerência;
• As auditorias de qualidade, visando
investigar ou mesmo simular as condições de funcionamento de instalações e
serviços, tarefa que pode ser confiada aos chamados “consumidores-fantasmas”
(ghost consumers), ou seja, pessoas incumbidas de testar a qualidade dos
serviços fazendo-se passar por clientes comuns. De posse das informações
obtidas através dessas fontes, dá-se início ao processo de reavaliação do
processo de prestação de serviços.
Para tanto, devem-se
utilizar instrumentos idôneos, apoiados em metodologias conhecidas e testadas
no mercado, de modo a evitar o desperdício de recursos e a adoção de modismos
ineficazes.
A reavaliação do processo de prestação de
serviços obedece a esta sequência:
• Mapeamento dos fluxos de
todas as atividades do sistema, tanto as realizadas na retaguarda quanto
aquelas com as quais os clientes têm contato; • Identificação dos pontos
críticos de qualidade, incluindo-se aí os "momentos da verdade";
• Exame dos fatores que influenciam a execução
dos serviços em seus pontos críticos;
• Adoção de procedimentos que possibilitem
prever ou remediar problemas nos pontos críticos. As técnicas e ferramentas
mais utilizadas na revisão do sistema de prestação de serviços são relacionadas
a seguir e podem ser exploradas em literatura própria, dedicada à gestão da
qualidade (por exemplo, Marshall Jr. et alii, 2003):
Fluxograma de processo -
permite identificar os pontos críticos da execução das tarefas, introduzindo
uma "linha de visibilidade dos serviços" para separar o que é
realizado diante do cliente daquilo que é realizado nos bastidores;
• Matriz de priorização -
utilizada quando é preciso selecionar as melhores opções, quando há dúvidas
quanto à importância dos critérios de decisão;
• Análise de Pareto - o pressuposto dessa
análise é que 80% dos problemas são provocados por 20% das causas; assim,
deve-se agrupar os problemas para determinar as suas causas, lidando
primeiramente com aquelas de maior gravidade;
• Desenvolvimento de padrões
de serviços - de posse das informações obtidas pelos demais meios, propõem-se
novos padrões para os pontos críticos, a fim de facilitar o gerenciamento e o
aprimoramento do serviço, tomando-se os cuidados necessários para não cometer
as falhas previstas no modelo dos hiatos visto anteriormente.
Diversos são os métodos
indicados para evitar a ocorrência de falhas tanto por parte dos prestadores de
serviços quanto dos clientes.
É dever do funcionário de uma empresa de
serviços procurar não apenas fazer o melhor, mas auxiliar os clientes a também
não cometerem erros, por duas razões: primeiro, por solidariedade e parceria,
pois há situações em que as falhas podem ser evitadas até com recomendações e
advertências, sobretudo para prevenir problemas cuja gravidade não se pode
estimar. Segundo, porque o cliente pode atribuir a culpa dos problemas a outras
pessoas, entre elas o prestador de serviços, por omissão diante de fatos
previsíveis.
Uma vez estudados os
mecanismos e procedimentos relacionados à gestão da capacidade e da demanda,
analisados os princípios da espera, suas diferentes formas de manifestação e
seus resultados, foi abordado o processo de gestão da qualidade e da
produtividade, levando em conta a interação entre estes dois aspectos
primordiais dos serviços.
Por fim, foram indica das
técnicas e ferramentas empregadas no aperfeiçoamento dos processos de serviços.
Não obstante todos os esforços empreendidos para prestar ao cliente serviços de
alta qualidade, as falhas teimam em ocorrer.
Mas é preciso corrigi-as para recuperar a
imagem da empresa perante seu público-alvo e evitar o abandono da marca.
Relacionamento com clientes Dada a variação da oferta e a pouca diferenciação
entre os produtos, os serviços têm atualmente um papel-chave na conquista de
uma parcela de mercado.
Assim, o foco principal de
todas as ações da empresa deve ser o cliente, que é seu único e verdadeiro
patrimônio, merecendo, portanto uma atenção mais do que diferenciada. O atual
ambiente empresarial exige uma administração mais eficiente e criativa, capaz
de se antecipar às necessidades dos consumidores, em vez de simplesmente reagir
a elas.
Ante as exigências dos novos
tempos, o sucesso das organizações será garantido pela busca incessante da
qualidade (do produto e do serviço) e pela preocupação constante com a
satisfação dos clientes.
Para tanto a empresa
precisa, antes de tudo, saber quem é o seu cliente-alvo. Identificação de o
cliente Identificar o público-alvo significa conhecer suas necessidades e
expectativas atuais e futuras. Isso possibilita não só criar serviços adequados
a tais necessidades, como também desenvolver uma filosofia interna voltada para
a satisfação desses consumidores. Pode-se dizer que a definição do público-alvo
é como a escolha do destino de uma viagem: enquanto não se sabe aonde se quer
ir, não se sabe que mapa comprar e muito menos que rotas escolher.
Tomada essa decisão,
podem-se traçar estratégias de marketing e de pessoal dirigi das a esse
cliente-alvo, visando torná-lo fiel e aumentar as vendas. A identificação do
cliente, contudo, não é uma tarefa apenas institucional. Ela deve ser realizada
em todo momento de venda, ou em todos os "momentos da verdade".
Somente quando se conhece o perfil da pessoa
com quem se está lidando é possível estabelecer a melhor forma de contato. Por
isso é fundamental conhecer os tipos de clientes e saber como abordá-los com
sucesso. Tipos de clientes Para satisfazer plenamente os diversos tipos de
clientes com os quais a empresa lida é preciso saber identificar alguns traços
básicos, como veremos a seguir.
Destacamos aqui 12 tipos de clientes. Cliente
decidido: O cliente decidido sabe o que quer e tem conhecimento do produto. Já
sondou os concorrentes mais próximos e muita vez está pronta para fazer uma
compra imediata. Dicas para atendê-lo: ouvir mais do que falar; fazer a venda
rapidamente, porém deixando o cliente decidir a hora do fechamento; não
competir em conhecimento com o cliente, mas, se necessário, prestar-lhe novas
informações; realizar demonstrações curtas, usando uma linguagem técnica; ser
prestativo.
Exemplo: um cliente decidido entrou numa loja
de artigos eletrônicos e presenciou uma venda bem-sucedida. Sem esperar que o
vendedor viesse atendê-lo, foi direto procurar um aparelho de TV O vendedor,
que estava atento, foi atrás do cliente e perguntou-lhe o que desejava.
O cliente respondeu sem pestanejar e começou a
descrever o aparelho. O vendedor esperou que ele terminasse de falar e então o
informou acerca de outras vantagens. Ligou o aparelho e começou a demonstrá-las
rapidamente, mencionando o preço sem muito destaque. O cliente, que já estava
interessado na TV, quis saber mais a respeito de aparelhos de DVD. Resultado: o
cliente não só levou o televisor, como também um home theater de última geração.
MÓDULO
8
RESUMO
A preocupação com a
qualidade de produtos e serviços deixou de ser, nesta última década, apenas uma
estratégia de diferenciação e passou a se tomar uma questão de necessidade. A
sobrevivência das organizações no mercado atual depende de sua competitividade
que hoje, é função direta da produtividade e qualidade da empresa. Isto
significa dizer que o dinamismo e a crescente competitividade no mundo dos negócios
colocam em risco a vida das indústrias que não questionarem seus métodos
tradicionais de gerenciamento, desenvolvimento de novos produtos c serviços,
produção, controle da qualidade entre outros. Neste contexto, no Brasil, o
setor de serviços é o setor da economia que tem demorado mais para absorver
estas mudanças ocorridas no cenário mundial.
A indústria manufatureira vem progredindo
gradativamente nesta direção, investindo muito em novos sistemas de
gerenciamento e técnicas para melhorar a qualidade de seus produtos, culminando
em um crescente número de empresas alcançando certificações de qualidade,
segundo normas internacionais, como as da série ISO 9000, recebendo Prêmios
Nacionais de Qualidade e demonstrando fidelidade à postura de garantir a satisfação
total do cliente. Já o setor terciário, que corresponde aos serviços, apresenta
apenas esforços pontuais, destacando apenas algumas empresas. Para que as
empresas conquistem os níveis competitivos exigidos pelo mercado, não basta
apenas a utilização de ferramentas isoladas para melhoria da qualidade e/ou
produtividade como estudada aqui nesse módulo. É necessária a estruturação da
empresa através de um sistema gerencial que coordene o uso das técnicas e
ferramentas disponíveis e garanta condições necessárias ao planejamento,
controle e melhorias de cada um dos processes, só assim a empresa alcançará
resultados satisfatórios. Com este objetivo o TQC, Controle da Qualidade Total,
tem sido implementado em muitas empresas como forma de garantir a sobrevivência
da organização em longo prazo.
Abaixo algumas ferramentas
de qualidade utilizadas pelas empresas que servem como indicadores de
qualidade: Gráfico de Pareto A função desta ferramenta é distinguir com clareza
as poucas causas fundamentais das muitas causas triviais de um problema. Dessa
forma, é possível priorizar ações e otimizar o uso de recursos na solução de
problemas. Registram se as ocorrências em uma folha de verificação em valores
absolutos e percentuais e, posteriormente, monta-se o gráfico que permitirá a
avaliação das causas principais de um determinado problema. A figura abaixo
indica uma situação com problemas em um produto.
Diagrama de causa e efeito
Também conhecido como diagrama de espinha de peixe, tem o objetivo de mostrar
com clareza e em diversos níveis de detalhamento quais são as causas que
contribuem para o surgimento de um determinado efeito. Podem-se agrupar as
causas em seis categorias: Matérias-primas; Mão-de-obra; Método; Medida; Meio
ambiente e máquina. Estas categorias servem de orientação para elaboração do
diagrama. A figura abaixo indica exemplo de diagrama de causa e efeito.
Estratificação É uma forma
de enxergar uma situação sob diversos ângulos diferentes, identificando suas
diversas partes, ou subgrupos dentro do grupo maior. A figura abaixo mostra o
número de defeitos por máquina.
São gráficos sequenciais que
mostram a evolução do processo ao longo do tempo, resumindo seus dados em um
determinado intervalo de tempo, apresentando a distribuição da frequência com
que eles aparecem.
DIAGRAMA DE DISPERSÃO
Diagrama de dispersão
Fornece informações estatísticas para verificar se duas variáveis têm uma
correlação entre si. As correlações podem ser: a) forte positiva, quando uma
influencia fortemente a outra; b) forte negativa, quando uma aumenta e a outra
diminui; c) moderada, quando há uma correlação, mas outros fatores podem
influir no processo; d) sem correlação. A figura abaixo mostra a relação entre
custo real e custo estimado.
Gráfico sequencial e Carta
de controle Gráficos de controle mostram, de forma dinâmica, a forma como um
determinado processo está evoluindo ao longo do tempo, deixando nítidas
eventuais tendências e padrões indesejáveis que possam ocorrer. Quando são
acrescidas metas de desempenho, o gráfico passa a se chamar cartas de controle.
A figura mostra percentuais de erro durante nove meses de um ano.
Referências CAMPOS, Vicente
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Administração da Produção. Tradução Maria Teresa Corrêa de Oliveira, Fábio
Alher; revisão técnica Henrique Luiz Corrêa. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2002.
URDAN, Flávio Torres; URDAN, André Torres. Gestão do Composto de Marketing. São
Paulo: Atlas. 2006.
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